quarta-feira, 25 de julho de 2007

FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS INTÉRPRETES E TRADUTORES DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS DO ESTADO DA BAHIA

Após um longo período de espera e sucessivas remarcações para a Assembléia de Fundação da Associação, enfim a Bahia passa a ter, de fato e de direito, a ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS INTÉRPRETES E TRADUTORES DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS.
Na noite de 18 de Julho de 2007, às 18h:30min intérpretes, professores, profissionais da educação e amigos se reuniram no Salão Nobre do CEFET-BA com o intuíto de defender a classe dos profissionais intérpretes e mudar a história dos intérpretes na Bahia.

Nessa Assembléia, representantes de algumas instituições estavam presentes. A APADA (Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos), representada por Ronaldo Santos de Freitas; AESOS (Associação Educacional Sons no Silêncio), representada por Gercineide Campos; CESBA (Centro de Surdos da Bahia), represntada por Fabíola Morais Barbosa e ESCOLA WILSON LINS, representada por maria Sueli pereira da Silva.

A reunião obedeceu às praxes legais de Leitura e aprovação do Estatuto Social, Leitura da Convocação Geral no Jornal A TARDE e Eleição da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Suplência. A Assembléia transcorreu tranquilamente. O início da sessão e apresentação dos convidados ficou a cargo de João Ricardo (Vice-Presidente). Em seguida, João Ricardo convida para secretariar a mesa Marcela Farias (Diretora Executiva), Débora Dourado (Vice - Diretora Executiva) e Larissa Evangelh (Primeira Secretária). A leitura do Estatuto Social foi realizada por João Ricardo e Marcela Farias.

A Assembléia estava com um bom número de participantes, 43 pessoas presentes tornaram um sonho em realidade! A platéia estava composta por surdos e ouvintes - claro que nesse momento os surdos, eternos parceiros, não poderiam ficar de fora.

A interpretação da Sessão foi realizada por Neemias Sant´ana (Presidente) e por Leoni Ramos (Diretor Financeiro), que fidedignamente passaram todas as informações aos surdos presentes.Após a leitura do Estatuto Social foi aberta uma sessão de perguntas, para possivéis alterações do mesmo - surdos e ouvintes participaram.

Em seguida, a chapa para a formação da Associação se apresenta e Raidalva Maria preside a mesa para a eleição, que ocorreu de maneira aberta.

A CHAPA CANDIDATA GANHOU POR UNANIMIDADE!!! Após a eleição deu-se o término da Assembléia. Todos estavam muitos felizes com a vivência daquele momento. Os presentes se cumprimentaram e logo foram para suas casas.


OS INTÉRPRETES DA BAHIA SERÃO RECONHECIDOS COMO PROFISSIONAIS.



A APILSBA AGRADECE À PARTICIPAÇÃO E APOIO DE TODOS.

PREFEITO SANCIONA LEI E CRIA CENTRAL DE INTÉRPRETES PARA DEFICIENTES AUDITIVOS E SURDO-CEGOS

O prefeito Gilberto Kassab sancionou e foi publicada no Diário Oficial da Cidade desta quinta-feira (21), a lei nº 14.441, de 20 de junho de 2007, que cria a Central de Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais - Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos na Cidade de São Paulo, vinculada à Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - Seped.
O objetivo da Central é prestar um tratamento diferenciado às pessoas com deficiência auditiva, surdos e surdocegos no município.
Os funcionários da Prefeitura que trabalham em áreas públicas essenciais vão ser treinados para o fornecimento de informações exatas acerca dos serviços públicos municipais através de diversos meios de comunicação, inclusive por meio de atendimento de interpretação para essas pessoas. O atendimento presencial consistirá em disponibilizar intérprete de Libras e guias-intérpretes, com prévio agendamento, nos serviços das repartições públicas a serem definidos para auxiliar na comunicação com os deficientes auditivos e surdocegos.
A Central poderá contar com câmeras de webcam, para transferência de imagem imediata para as recepções das repartições públicas municipais, também equipadas com a mesma tecnologia, com o objetivo de facilitar e agilizar a comunicação com as pessoas com deficiência auditiva através da Libras - Língua Brasileira de Sinais, por vídeo instantâneo entre os intérpretes da Central e estas pessoas. A Central também poderá traduzir o mensagem do vídeo por telefone, com a informação solicitada. A idéia é implantar câmeras de webcam em pontos públicos municipais, como as 31 Subprefeituras, 14 hospitais, 17 prontos-socorros e as 406 unidades básicas de saúde da Prefeitura. As escolas já contam com treinamento de intérpretes.
A Central, que deverá ser composta por um número mínimo permanente de intérpretes e guias-inérpretes, fará o treinamento dos servidores municipais para o atendimento adequado a esse público. Funcionários que trabalham no serviço 156 também passarão pelo treinamento.
A Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - Seped poderá estabelecer ações, convênios e parcerias com órgãos públicos e entidades de direito público ou privado, visando o desenvolvimento, a execução e a manutenção da Central.
O programa será regulamentado num prazo de 90 dias e deverá entrar em funcionamento em 180 dias após a regulamentação.
Segundo a autora do projeto (256/07), vereadora Mara Gabrilli, o novo serviço vai permitir que deficientes auditivos e surdocegos sejam atendidos com mais dignidade quando buscam informações. Ela exemplifica: "Como um surdo e um surdocego vão se comunicar quando chegam a um hospital se não tem alguém capacitado que entenda a sua linguagem? Eles acabam sendo mal interpretados porque não conseguem se fazer entender e há situações nas quais eles nem conseguem se defender".

TRF-4 NEGA MATRÍCULA EM CURSO DE LÍNGUA BARSILEIRA DE SINAIS A NÃO DEFICIENTES.

TRF-4 nega matrícula em curso de língua brasileira de sinais a não deficiente
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou, por unanimidade, o pedido de uma candidata que queria garantir seu ingresso no curso de licenciatura em letras, libras (Língua Brasileira de Sinais), oferecido à distância pela Universidade Federal de Santa Catarina. A medida foi publicada nesta quinta-feira (5/7) no diário eletrônico da Justiça Federal da 4ª Região.Apesar de ter obtido pontos suficientes para ocupar uma das 60 vagas oferecidas pelo curso, a mulher não foi classificada porque o edital priorizava candidatos surdos, ainda que com pior desempenho.A candidata ingressou com um mandado de segurança na Justiça Federal em Florianópolis, alegando que a prioridade de matrícula fere o princípio da igualdade, pois excluiria da disputa os candidatos ouvintes, caso houvesse mais candidatos surdos do que vagas oferecidas.Após a sentença de primeiro grau ter negado o pedido, a estudante recorreu ao TRF. Para a juíza federal Vânia Hack de Almeida, convocada para atuar como desembargadora e relatora do caso no tribunal, a preferência de matrícula aos portadores de deficiência é expressão de uma política afirmativa que visa a inclusão no mercado de trabalho de jovens com deficiência auditiva.Esses, salientou a magistrada, encontram, seguramente, mais dificuldades para conseguir um posto de trabalho do que um candidato sem deficiência, como é o caso da autora. Conforme Vânia, a regra constante no edital do concurso, que priorizou instrutores surdos ou deficientes auditivos, não viola os postulados constitucionais e legais.
Sexta-feira, 6 de julho de 2007